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Alta de passagens de última hora
pressiona empresas
Alta de preços em cima da hora
impacta orçamento corporativo e reforça necessidade de gestão mais
eficiente e previsível
19/03/2025 -
18h52
(Da assessoria da Voetur)
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O aumento no valor das passagens aéreas compradas próximas à data de
embarque tem se consolidado como um dos principais desafios para
empresas que dependem de viagens corporativas no Brasil. A prática,
comum no setor aéreo, está diretamente ligada à lógica de precificação
dinâmica, que ajusta os valores conforme a demanda e a proximidade do
voo, penalizando especialmente compras de última hora.
Dados
da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) indicam que o preço médio
das passagens aéreas no Brasil vem apresentando variações relevantes nos
últimos anos, influenciadas por fatores como custo do combustível,
câmbio e demanda reprimida pós-pandemia. Além disso, estudos do
Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-IBRE)
mostram que a inflação de serviços, incluindo transporte aéreo, tem sido
uma das mais persistentes no país, impactando diretamente o custo
operacional das empresas.
No ambiente corporativo, esse cenário se traduz em menor previsibilidade
orçamentária e aumento das despesas não planejadas. Viagens marcadas com
pouca antecedência, mudanças de agenda e demandas emergenciais
contribuem para elevar significativamente os custos.
"Quando a compra acontece próxima à data do embarque, a empresa perde
margem de negociação e previsibilidade. Isso impacta diretamente o
orçamento e dificulta o planejamento financeiro. O desafio não é apenas
viajar, mas viajar com inteligência", afirmou Humberto Cançado, CEO da
Voetur Viagens.
Segundo levantamento da Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos
e Viagens Corporativas (Alagev), a antecedência média na compra de
passagens corporativas ainda é inferior ao ideal em muitas empresas
brasileiras, o que contribui para o aumento dos custos. A entidade
aponta que compras realizadas com pelo menos 15 a 30 dias de
antecedência podem gerar economias significativas.
Além disso, pesquisas de instituições como o Massachusetts Institute of
Technology (MIT) e a Universidade de Chicago, que estudam modelos de
precificação dinâmica, mostram que os algoritmos das companhias aéreas
tendem a elevar os preços conforme a ocupação dos voos aumenta, tornando
a antecipação uma estratégia fundamental para redução de custos.
Nesse contexto, empresas têm buscado estruturar políticas internas mais
rígidas para viagens corporativas, incentivando planejamento prévio,
aprovação antecipada e uso de ferramentas que permitam maior controle
sobre reservas.
"Não se trata apenas de cortar custos, mas de estruturar processos.
Empresas que adotam políticas claras e contam com apoio de tecnologia
conseguem reduzir desperdícios e ganhar eficiência sem comprometer a
operação", completou Cançado.
A adoção de soluções especializadas em gestão de viagens e despesas tem
ganhado força como forma de enfrentar esse desafio. Plataformas que
integram reservas, políticas corporativas e controle financeiro permitem
maior visibilidade sobre os gastos e ajudam empresas a tomar decisões
mais estratégicas.
Com o mercado de viagens corporativas movimentando mais de R$ 135
bilhões no Brasil, segundo a FecomercioSP em parceria com a Alagev, o
tema ganha relevância crescente nas agendas de CFOs e gestores, que
passam a tratar a mobilidade corporativa como uma frente estratégica de
eficiência e competitividade.
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