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Demanda global de passageiros cresce
3,8% em janeiro
Taxa de ocupação das aeronaves
ficou em 82,5%
02/03/2025 -
15h49
(Da assessoria da IATA no Brasil)
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A IATA (Associação do Transporte Aéreo Internacional) divulgou os dados
da demanda global de passageiros em janeiro de 2026.
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Rodrigo
Zanette - 02/01/2024 |
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Asa G do Terminal de Passageiros 3 do Aeroporto de
Cumbica, em Guarulhos (SP).
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A demanda total, medida em receita por
passageiro por quilômetro (RPK), cresceu 3,8% em comparação com janeiro
de 2025. A capacidade total, medida em assentos por quilômetro
disponíveis (ASK), aumentou 3,5% na mesma base anual. A taxa de ocupação
foi de 82,0% (+0,2 p.p. em relação a janeiro de 2025), um recorde
histórico para o mês de janeiro.
A demanda internacional subiu 5,9% frente a janeiro de 2025. A
capacidade avançou 5,8% na comparação anual, e a taxa de ocupação ficou
em 82,5% (+0,1 p.p. comparado ao mesmo período do ano anterior).
A demanda doméstica aumentou 0,1% em relação a janeiro de 2025. A
capacidade caiu 0,4% na comparação anual. A taxa de ocupação foi de
81,2% (+0,4 p.p. comparado ao mesmo período do ano anterior).
A demanda de janeiro foi influenciada pela mudança do Ano Novo Lunar de
janeiro em 2025 para fevereiro em 2026. O feriado costuma gerar um pico
de demanda, à medida que famílias viajam para se reunir. A comparação
anual faz com que a demanda de janeiro de 2026 pareça ligeiramente mais
fraca.
"O momento do Ano Novo Lunar explica parcialmente a expansão um pouco
mais lenta, de 3,8%, em janeiro, mas os fundamentos estão postos para
que a demanda siga crescendo de forma robusta em 2026. Dados de voos,
por exemplo, indicam um aumento de 5,2% na capacidade global de assentos
até março, o que seria a expansão mais rápida desde abril de 2024. Os
acontecimentos do fim de semana, no entanto, trouxeram alguma incerteza
quanto à evolução do tráfego e dos custos de combustível. Todos nós
esperamos por uma resolução pacífica e rápida das atuais hostilidades.
Enquanto isso, é fundamental que os Estados respeitem sua obrigação de
manter os civis e a aviação civil livres de danos", afirmou Willie Walsh,
diretor-geral da IATA.
"As tarifas médias devem cair em termos reais ao longo de 2026, mantendo
uma tendência de longa data de viagens aéreas cada vez mais acessíveis.
Isso ocorre apesar das pressões persistentes de custos, como a alta das
tarifas de infraestrutura, encargos regulatórios onerosos e o aumento
dos custos da transição energética. Diante dessas pressões de custos e
regulação, é notável que 2025 tenha registrado o menor ritmo de novas
startups aéreas desde 1999. Governos que valorizam a concorrência
deveriam ver isso como um alerta. Para proteger e ampliar os benefícios
da conectividade ao consumidor, essas questões de custo e regulação
precisam ser enfrentadas", completou Walsh.
Companhias aéreas da América Latina tiveram um crescimento de 11,4% na
demanda em relação ao ano anterior. A capacidade subiu 8,9 % na
comparação anual, e a taxa de ocupação foi de 86,5% (+2,0 p.p em relação
a janeiro de 2025).
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