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Conectividade aérea da União Europeia
está estagnada
Situação ocorre devido aos altos
custos e regulamentações restritivas
22/05/2025 -
10h51
(Da assessoria da IATA no Brasil)
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A IATA (Associação do Transporte Aéreo Internacional) divulgou dados
mostrando que a conectividade aérea europeia praticamente estagnou em
2025, com crescimento líquido de 1% no número total de rotas que ligam o
continente (tanto internamente quanto com outras partes do mundo). Este
valor está abaixo do crescimento anual composto de 1,5% registrado na
última década.
"O crescimento da malha aérea das
companhias aéreas reflete tanto a evolução da demanda quanto o ambiente
operacional. Não surpreende que a conectividade aérea da União Europeia
(UE) tenha praticamente estagnado em 2025. O peso regulatório é oneroso,
os custos são elevados e os problemas estruturais de competitividade da
UE, amplamente documentados, não foram devidamente enfrentados. As
proteções ao consumidor são um exemplo disso. As falhas da regulação
atual são conhecidas, mas as tentativas de corrigi-las parecem
destinadas apenas a agravá-las. São esse tipo de frustrações que
dificultam o crescimento da conectividade de que a Europa depende para
impulsionar empregos e crescimento econômico", afirmou Thomas Reynaert,
Vice-Presidente Sênior de Relações Externas da IATA.
Foram 1.127 rotas na UE foram canceladas em 2025. Enquanto 1.281 rotas
foram adicionadas (568 das quais eram "retomadas" de rotas operadas na
última década, mas suspensas por pelo menos um ano). O ganho líquido de
154 rotas representa um crescimento de 1% da malha aérea, que agora
totaliza 14.797.
Os benefícios das conexões aéreas da Europa são bem estabelecidos: mais
de 9,2 milhões de empregos e EUR 760 bilhões em PIB são gerados pela
aviação e pelo turismo relacionado à aviação na UE. As oportunidades de
negócios, sociais e os gastos com lazer são sustentados pelo crescimento
da viagem aérea que unificou a Europa e a conectou ao mundo.
"A prosperidade da Europa depende de ligações intra- e intercontinentais
abrangentes e eficientes. Cada nova rota aérea cria novos empregos e
oportunidades de negócios e sociais. Felizmente, os políticos europeus
dispõem de inúmeras opções para introduzir regulações mais inteligentes
e ajudar as companhias aéreas a competir e crescer", disse Reynaert.
As medidas prioritárias que os formuladores de políticas europeus devem
adotar são: reforma da regulamentação EU261 sobre direitos dos
passageiros. Especificamente, aumentando os limites de tempo para
compensação. Reduzir os custos do Combustível de Aviação Sustentável (SAF).
A introdução de um processo de compra e transferência (book-and-claim)
para a aquisição de SAF permitiria às companhias aéreas adquirir SAF
onde ele é produzido com maior eficiência. O mandato de e-SAF na forma
atual deveria ser abolido, e as receitas do Sistema de Comércio de
Emissões deveriam ser utilizadas para reduzir os custos de produção do
SAF. Fortalecer a regulamentação das tarifas aeroportuárias e de
navegação aérea para melhorar a eficiência de custos. Permitir maior
flexibilidade para alívio de slots aeroportuários em períodos de crise.
Eliminar os impostos nacionais sobre passageiros, seguindo o exemplo da
Suécia.
"A oportunidade mais imediata está na EU261. Reformas modestas nos
limites de compensação ajudarão a reduzir o custo de EUR 8 bilhões dessa
regulamentação descontrolada. Os políticos da Europa estão se reunindo
agora para decidir isso. Pedimos que eles levem em consideração a
realidade atual. O preço do querosene de aviação está em níveis recorde.
Os custos de infraestrutura estão aumentando. Uma coisa simples, reduzir
o custo da EU261, tornaria a economia de muitas rotas marginais mais
viável para as companhias aéreas e revitalizaria o crescimento da
conectividade aérea em benefício dos cidadãos europeus. Eles devem agir
sem demora", concluiu Reynaert.
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