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Brasil pode se tornar uma potência em
SAF
Isso transformaria o país em um
player fundamental na descarbonização do transporte aéreo
08/06/2026 -
14h43
(Da assessoria da IATA no Brasil)
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A IATA (Associação do Transporte Aéreo Internacional) destacou a
oportunidade de o Brasil se tornar uma potência global em SAF
(Combustível Sustentável de Aviação), no momento em que sua 82ª
Assembleia Geral Anual se reúne no Rio de Janeiro. Isso transformaria o
país em um player fundamental na descarbonização do transporte aéreo,
fortaleceria a segurança energética e impulsionaria a economia
brasileira.
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Divulgação - Aena Brasil |
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Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP).
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As
companhias aéreas precisarão de cerca de 500 milhões de toneladas de SAF
para cumprir o compromisso de atingir emissões líquidas zero de CO2
até 2050.
O Brasil possui um dos maiores potenciais de matéria-prima de biomassa
do mundo, estimado em cerca de 180 milhões de toneladas até 2050, o que
poderia gerar em torno de 60 milhões de toneladas de SAF.
Olhando para 2030, o etanol de cana-de-açúcar de origem sustentável do
Brasil, bem como matérias-primas de óleos residuais e virgens, poderiam
atingir cerca de 18 milhões de toneladas, traduzindo-se em um potencial
de produção de aproximadamente 12 milhões de toneladas de SAF. Isso
equivale a cinco vezes a produção global estimada de SAF para 2026, que
é de 2,4 milhões de toneladas.
Atualmente, o Brasil possui cerca de 15 projetos de SAF em andamento. Se
todos forem concluídos, trarão cerca de 2 milhões de toneladas de SAF ao
mercado.
"O Brasil tem todos os ingredientes para ser uma potência global de SAF.
Possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, além de
matéria-prima abundante. Como o segundo maior produtor de
biocombustíveis líquidos do mundo, o país se beneficia de uma profunda
expertise e de uma infraestrutura já desenvolvida. O Brasil tem uma
oportunidade real de ser o líder global na descarbonização da aviação.
Abraçar essa oportunidade gerará empregos, reduzirá a dependência de
combustíveis fósseis estrangeiros, criará novas indústrias nos setores
de energia e agricultura e fará a economia crescer. Com as políticas
certas implementadas na ordem correta, o Brasil está pronto para dar o
pontapé inicial nesse mercado", afirmou Willie Walsh, Diretor-Geral da
IATA.
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