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Demanda global por carga aérea cresce
8,5% em junho
Capacidade, medida em
toneladas-quilômetro de carga disponíveis (ACTK), aumentou 4,4%
29/07/2026 -
14h27
(Da assessoria da IATA no Brasil)
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A IATA (Associação do Transporte Aéreo Internacional) divulgou os dados
referentes a junho de 2026 para os mercados globais de carga aérea.
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Rodrigo Zanette - 29/03/2024 |
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Boeing 747-8F,
prefixo N860GT, da Atlas Air taxiando no Aeroporto de Cumbica, em
Guarulhos (SP).
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A demanda total, medida em
toneladas-quilômetro de carga (CTK), cresceu 8,5% em comparação a junho
de 2025 (9,6% nas operações internacionais).
A capacidade, medida em toneladas-quilômetro de carga disponíveis (ACTK),
aumentou 4,4% em relação a junho de 2025 (4,9% nas operações
internacionais).
"A demanda por carga aérea cresceu 8,5% ano a ano em junho. Enquanto a
América do Norte foi a região que mais contribuiu para o crescimento, a
demanda em todas as regiões ficou em território positivo em comparação
com o ano passado. O crescimento da demanda superou a capacidade em
nível global e em todas as regiões, exceto na América Latina e no
Caribe. A demanda também cresceu mais rápido que o comércio global,
impulsionada por produtos de tecnologia de alto valor e remessas
urgentes. Embora tudo isso nos dê fortes motivos para otimismo no
segundo semestre de 2026, os riscos permanecem – entre eles as contínuas
hostilidades no Oriente Médio e o foco renovado nas tarifas por parte
dos EUA", afirmou Willie Walsh, diretor-geral da IATA.
O comércio global cresceu 5,2% ano a ano.
Os preços do querosene de aviação caíram 20% em relação ao mês anterior
em junho, mas permaneceram 45,8% acima dos níveis do ano anterior.
A atividade global de manufatura desacelerou ligeiramente em junho, mas
seguiu sendo favorável, enquanto os pedidos de exportação enfraqueceram.
O Índice Global de Gerentes de Compras (PMI) para Produção Industrial
caiu 0,5 ponto para 53,0, enquanto o Índice de Novos Pedidos de
Exportação permaneceu abaixo da marca de 50 pontos pelo quarto mês
consecutivo, em 49,4. Isso sugere que o crescimento da carga aérea foi
impulsionado por fluxos comerciais específicos, e não por uma expansão
generalizada das exportações globais.
As companhias aéreas da América Latina e do Caribe registraram
crescimento de 3,5% ano a ano na demanda por carga aérea em junho, o
pior desempenho entre todas as regiões. A capacidade aumentou 9,8% ano a
ano.
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