|
Aviões de corredor único vão dominar
81% do mercado
para dar conta dos pedidos, a
meta da Airbus é atingir 75 aeronaves da família A320 por mês
08/07/2026 -
18h59
(Da assessoria da Airbus no Brasil)
-
A urbanização e o crescimento do PIB estão impulsionando a demanda por
viagens aéreas de longo prazo, de acordo com o Global Market Forecast (GMF)
2026-2045 da Airbus. Nos próximos 20 anos, a urbanização vai se
concentrar em cidades menores. Com o crescimento da classe média e dos
fluxos migratórios, isso levará a novas rotas, que se tornarão
economicamente viáveis graças a aeronaves cada vez mais eficientes e ao
aumento nos volumes de tráfego de passageiros.
| __ |
Rodrigo Zanette - 30/03/2024 |
| |
 |
| |
Airbus A320-271N (SL), prefixo PR-XBQ, da LATAM Brasil
decolando do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP).
|
A
aviação não é apenas essencial para o transporte de mercadorias de alto
valor e entrega rápida. Ela também conecta pessoas por uma infinidade de
motivos ao redor do mundo, servindo como um canal econômico vital para
muitas comunidades.
As malhas aéreas estão se descentralizando. O número de centros urbanos
menores crescerá a quase o triplo do ritmo dos grandes centros,
refletindo as mudanças nas populações urbanas e o aumento dos fluxos
migratórios. Juntamente com a eficiência das aeronaves, o GMF da Airbus
prevê a expansão da conectividade para além das rotas principais,
alcançando conexões entre cidades de pequeno e médio porte.
Rotas como Riga-Tenerife ou Melbourne-Alice Springs já podem ser
atendidas de forma eficiente por aeronaves como o A220. O maior alcance
das aeronaves também está abrindo novas rotas, permitindo conexões
diretas. Essas rotas incluem Lisboa-Recife com o A321neo,
Dublin-Nashville com o A321XLR, Argel-Kuala Lumpur com o A330neo e
Taipé-Phoenix com o A350.
A estratégia de produtos da Airbus reflete a demanda do mercado. Isso
fica evidente na carteira de pedidos recorde da Airbus, que conta com
cerca de 9 mil aeronaves, sustentando o ritmo máximo de fabricação de
toda a linha de produtos do A220 ao A350, incluindo meta de 75 unidades
por mês para o A320. Atualmente, mais de 70% do backlog da Família A320
é para as versões maiores, A321neo e XLR, aeronaves ideais para as novas
rotas. Rotas de maior capacidade podem ser atendidas pelo A330neo, e as
rotas mais longas pelo A350. O A350 também é extremamente popular no
segmento de carga expressa, com a variante cargueira (Freighter).
O crescimento do tráfego de passageiros permanece resiliente. Até 2045,
a faixa demográfica da classe média com maior probabilidade de voar
aumentará em 1,4 bilhão de pessoas (+34%). O tráfego aéreo global é
robusto e está indissociavelmente ligado ao crescimento econômico
mundial, bem como ao desejo das pessoas de viajar. Interrupções de curto
prazo, como conflitos regionais e preços elevados de combustível, não
devem frear a demanda no longo prazo, como mostram os dados históricos.
Nos próximos 20 anos, o GMF da Airbus prevê que o tráfego de passageiros
crescerá 3,9% ao ano, graças ao crescimento do PIB global (+2,6%), ao
aumento das populações urbanas (+1,3 bilhão) e à expansão das classes
médias. Até 2045, o tráfego aéreo mais que duplicará, atingindo cerca de
10 bilhões de passageiros por ano.
Refletindo uma mudança econômica em direção à região Ásia-Pacífico (APAC),
a demanda acompanha essa tendência. Os padrões de tráfego estão se
transformando devido ao crescimento robusto em economias em
desenvolvimento, como Índia, Vietnã, Indonésia e Malásia. Uma evolução
significativa inclui o aumento da migração internacional e de viagens de
passageiros para visitar parentes e amigos (VFR: visiting friends and
relatives, ou visita a amigos e parentes).
A demanda por novas aeronaves eficientes continua forte. Das 42.060
novas aeronaves necessárias nos próximos 20 anos para atender ao
crescimento do mercado (22.240) e substituir modelos antigos (19.820),
cerca de 81% serão de corredor único (single-aisle) e 19% de fuselagem
larga (widebodies). Isso reflete a tendência contínua de busca por
aeronaves com maior eficiência de custos e menor emissão de CO2.
A renovação da frota e as substituições recordes estão impulsionando a
eficiência. O envelhecimento da frota pós-COVID-19 está acelerando a
demanda por substituição, favorecendo especialmente aeronaves de nova
geração, eficientes em combustível e flexíveis (sejam de corredor único
ou fuselagem larga), permitindo abrir rotas de baixa densidade e de
longo curso de forma rentável. Até 2045, a Airbus prevê que a
porcentagem da frota global composta por aeronaves de última geração
atingirá quase 100%, frente aos cerca de 39% em 2026.
|