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Demanda por carga aérea cresce 5,5% em novembro
Capacidade aumentou 4,7% em relação a novembro de 2024

09/01/2025 - 11h32
(
Da assessoria da IATA no Brasil) -
A IATA (Associação de Transporte Aéreo Internacional) divulgou os dados do mercado global de carga aérea referentes a novembro de 2025, que mostram: a demanda total, medida em toneladas-quilômetro de carga (CTK), cresceu 5,5% em comparação a novembro de 2024 (+6,9% nas operações internacionais). Já a capacidade, medida em toneladas-quilômetro de carga disponíveis (ACTK), aumentou 4,7% em relação a novembro de 2024 (+6,5% nas operações internacionais).

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Rodrigo Zanette - 02/01/2024

  AVIAÇÃOPAULISTA.COM
 

Boeing 777-F, prefixo TC-LJP, da Turkish Cargo taxiando no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP).
 
   

"A demanda por carga aérea cresceu 5,5% na comparação anual em novembro de 2025, impulsionada por embarcadores que priorizaram entregas mais rápidas na preparação para a temporada de festas de fim de ano. A forte demanda em mercados emergentes e o crescimento seletivo no Oriente Médio mais do que compensaram a fraqueza observada nas Américas, em meio ao ajuste contínuo ao novo regime tarifário dos Estados Unidos. Globalmente, o quarto trimestre da carga aérea mostrou resiliência, à medida que o redirecionamento estratégico do comércio moldou o desempenho nos principais mercados. O bom encerramento de 2025 é um sinal positivo para o setor de carga aérea ao entrar no novo ano", afirmou Willie Walsh, diretor-geral da IATA.

O comércio global de bens cresceu 3,2% na comparação anual em outubro.

Os preços do combustível de aviação subiram 5,9% em novembro, apesar da queda nos preços do petróleo bruto, impulsionados por interrupções em refinarias, restrições da União Europeia a produtos derivados da Rússia e capacidade limitada de refino disponível, o que elevou os crack spreads para níveis próximos ao dobro dos registrados no ano passado.

O sentimento global da indústria manufatureira se fortaleceu em novembro, com o PMI subindo pelo quarto mês consecutivo e alcançando 51,17 pontos. Os novos pedidos de exportação melhoraram ligeiramente para 49,87 pontos, mas permaneceram abaixo do patamar de 50 pontos que indica expansão, refletindo cautela contínua diante das incertezas tarifárias.

As companhias aéreas da América Latina e Caribe tiveram uma queda de 4,8% na demanda por carga aérea em novembro, o desempenho mais fraco entre todas as regiões. A capacidade diminuiu 3,0% em relação ao mesmo período do ano anterior.
   

 
 
 
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