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Airbus entrega 793 aeronaves comerciais
em 2025
Receita foi de 73,4 bilhões de
euros; com EBIT ajustado de 7,128 bilhões de euros
20/02/2025 -
11h34
(Da assessoria da Airbus no Brasil)
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A Airbus SE divulgou seus resultados financeiros consolidados do ano
completo de 2025 e apresentou suas previsões para 2026.
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Divulgação - TAAG |
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Airbus A220-300 (BD-500-1A11),
prefixo D2-TAF, da TAAG.
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Os pedidos brutos de aeronaves comerciais
totalizaram 1.000 (2024: 878), com pedidos líquidos de 889 aeronaves
após cancelamentos (2024: 826). O backlog de pedidos atingiu um recorde
de 8.754 aeronaves comerciais ao final de 2025. A Airbus Helicopters
registrou pedidos líquidos de 536 unidades (2024: 450), com índice
book-to-bill acima de 1, em unidades e em valor, refletindo forte
demanda, especialmente nos mercados militares. A entrada de pedidos em
valor na Airbus Defence and Space aumentou e alcançou o recorde de 17,7
bilhões de euros (16,7 bilhões de euros em 2024), equivalente a um
book-to-bill de aproximadamente 1,3.
A receita consolidada cresceu 6% em relação ao ano anterior, totalizando
73,4 bilhões de euros (2024: 69,2 bilhões de euros). Foram entregues 793
aeronaves comerciais (2024: 766), incluindo 93 A220, 607 da Família
A320, 36 A330 e 57 A350. A receita das atividades de aviões comerciais
aumentou 4%, para 52,6 bilhões de euros, refletindo principalmente o
maior volume de entregas e o crescimento em serviços, parcialmente
compensados pela desvalorização do dólar americano.
A receita da Airbus Helicopters cresceu 13%, alcançando 9,0 bilhões de
euros, refletindo o bom desempenho dos programas e a expansão dos
serviços. As entregas de helicópteros aumentaram para 392 unidades
(2024: 361). Já a receita da Airbus Defence and Space aumentou 11% em
relação ao ano anterior, totalizando 13,4 bilhões de euros, impulsionada
por maiores volumes em todas as unidades de negócio.
O EBIT Ajustado consolidado – uma medida alternativa de desempenho e
indicador-chave que reflete a margem operacional ao excluir encargos ou
ganhos relevantes decorrentes de variações nas provisões relacionadas a
programas, reestruturações ou impactos cambiais, bem como ganhos ou
perdas resultantes da alienação e aquisição de empresas, totalizou 7,128
bilhões de euros (2024: 5,354 bilhões de euros). O valor de 2024 incluía
encargos de 1,3 bilhão de euros após uma revisão técnica abrangente dos
programas espaciais.
Já o EBIT Ajustado das atividades de aviões comerciais da Airbus
aumentou para 5,470 bilhões de euros (2024: 5,093 bilhões de euros),
impulsionado pelo maior volume de entregas, por um perfil de hedge mais
favorável e por menores despesas com Pesquisa e Desenvolvimento (P&D),
parcialmente compensados pelo impacto das tarifas.
O aumento da produção do programa A220 continua e segue marcado pela
integração dos pacotes de trabalho da Spirit AeroSystems e pelo
equilíbrio entre oferta e demanda. A companhia agora tem como meta
atingir uma taxa de 13 aeronaves por mês para o programa A220 em 2028.
No programa da Família A320, o não cumprimento por parte da Pratt &
Whitney do compromisso quanto ao número de motores encomendados pela
Airbus está afetando negativamente as previsões para este ano e a
trajetória de aumento de produção. Como resultado, a companhia agora
espera atingir uma taxa de 70 a 75 aeronaves por mês até o final de
2027, estabilizando-se na taxa 75 a partir de então.
A companhia continua com a meta de alcançar a taxa 5 para o programa
A330 em 2029 e a taxa 12 para o programa A350 em 2028. O EBIT Ajustado
da Airbus Helicopters aumentou para 925 milhões de euros (2024: 818
milhões de euros), refletindo o maior volume de entregas e o crescimento
em serviços. Enquanto o EBIT Ajustado da Airbus Defence and Space
aumentou para 798 milhões de euros (2024: -566 milhões de euros),
refletindo maiores volumes e melhora na rentabilidade, à medida que a
divisão passa a colher os resultados do seu plano de transformação.
No programa A400M, foi assinada uma emenda contratual com a OCCAR no
último trimestre de 2025 para antecipar sete entregas destinadas à
França e à Espanha, além de ampliar a visibilidade sobre a produção do
programa. Os riscos relacionados à qualificação das capacidades técnicas
e aos custos associados permanecem estáveis.
As despesas consolidadas com P&D autofinanciadas totalizaram 3,153
bilhões de euros (2024: 3,250 bilhões de euros). O EBIT (reportado)
consolidado foi de 6,082 bilhões de euros (2024: 5,304 bilhões de
euros), incluindo ajustes líquidos de -1,046 bilhão de euros. O lucro
líquido consolidado foi de 5,221 bilhões de euros(2024: 4,232 bilhões de
euros), com lucro por ação reportado de 6,61 euros (2024: 5,36 euros).
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