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FAB implementa sistema de voo IFR no
Campo de Marte
Medida atende a exigência do
contrato de concessão e permite ampliar a capacidade operacional do
aeródromo, conciliando o desenvolvimento urbano com a eficiência da
aviação
12/08/2026 -
18h26
(Da assessoria da FAB)
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A implementação do sistema de voo por instrumentos no Aeroporto Campo de
Marte garante maior eficiência operacional na navegação aérea na capital
paulista. O aeroporto, localizado na área metropolitana de São Paulo,
está em processo de transição das operações sob Regras de Voo Visual (VFR),
que dependem de condições meteorológicas favoráveis, para as Regras de
Voo por Instrumentos (IFR). Esta mudança significa que o aeródromo está
sendo certificado para operar com total segurança mesmo sob condições
meteorológicas adversas, utilizando tecnologia e procedimentos de
navegação precisos em substituição à referência visual.
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Divulgação - FAB |
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Torre de
controle do Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo (SP).
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Com a
mudança operacional prevista para entrar em vigor neste segundo
semestre, a gestão dos Planos Básicos de Zona de Proteção de Aeródromos
(PBZPA) sob o viés IFR torna-se central. A análise mais precisa exigida
por este novo plano visa manter a máxima segurança dos voos durante
condições meteorológicas adversas.
O documento técnico define limites de altura para novas construções no
entorno do aeródromo, garantindo que novos Objetos Projetados no Espaço
Aéreo (OPEA) não obstruam as trajetórias das aeronaves. O rigor
adicional é necessário para assegurar que, mesmo voando dentro de
nuvens, em condições de baixa visibilidade (neblina e chuva), as
operações aéreas ocorram sem riscos.
Dados estatísticos divulgados pelo DECEA (Departamento de Controle do
Espaço Aéreo) demonstram que, apesar da ampliação da Zona de Proteção de
Aeródromo para um raio de 20 quilômetros ao redor do aeroporto, conforme
preconizado em normas da OACI (Organização de Aviação Civil
Internacional), a análise criteriosa dos pareceres emitidos pela
CRCEA-SE (Subdivisão de Aeródromos do Centro Regional de Controle do
Espaço Aéreo Sudeste) garante a harmonia entre o crescimento urbano e a
segurança operacional.
Entre julho e o dia 15 de dezembro de 2025, período em que as
solicitações de novos projetos eram analisadas sob Regras de Voo Visual
(VFR), foram registrados 6.399 pedidos de autorização para construção.
Desses, 4.175 foram aprovados de imediato e 728 (12%) exigiram abertura
de processo para avaliação mais aprofundada. Já entre os dias 16 de
dezembro de 2025 e 30 de junho de 2026, período que já considera as
operações IFR, o número de pedidos subiu para 8.187. Apesar do volume
maior, 4.656 foram aprovados de imediato e 1.081 (13%) viraram processos
de análise técnica.
Segundo o Diretor-Geral do DECEA, os números demonstram que, mesmo
diante da criação da Zona de Proteção IFR e do aumento dos pedidos para
novas construções, a taxa de exigência para a abertura de processos
permaneceu praticamente estável. Isso evidencia a atuação técnica e
criteriosa do DECEA na análise das demandas, conciliando o
desenvolvimento urbano com a segurança e a eficiência das operações
aéreas.
Os Objetos Projetados no Espaço Aéreo (OPEA) já cadastrados pelo DECEA
não comprometem a segurança dos procedimentos por instrumentos em Campo
de Marte. Exemplos disso são o Edifício Itália e o Pico do Jaraguá, que
coexistem de forma segura com a estrutura do espaço aéreo e com os
procedimentos de navegação estabelecidos para o aeroporto.
O aumento geográfico naturalmente elevou o volume de processos
analisados. No entanto, o Chefe da Subdivisão de Coordenação e Controle
de Aeródromos do DECEA esclarece que a avaliação técnica de um OPEA sob
o viés IFR considera diversos fatores operacionais. Desta forma, para
que um projeto seja reprovado, deve haver uma violação direta dos
procedimentos de voo por instrumento do aeródromo – espaço destinado
especificamente à trajetória de voo do avião nas chegadas e partidas do
aeroporto. A análise é pontual e técnica, garantindo a viabilidade de
novas construções fora das trajetórias críticas.
A transição operacional para voos por instrumentos atende a uma
obrigação legal do contrato de concessão do aeroporto de 2022. Ao DECEA
coube a missão técnica de conceber um projeto de espaço aéreo que
cumprisse as metas do Governo Federal, permitindo que o Campo de Marte
absorva parte do fluxo de aviação geral que hoje opera em Congonhas,
elevando o patamar de segurança para operações em qualquer condição de
tempo.
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