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Demanda global de passageiros de março
sobe 2,1%
Capacidade total, medida em
assentos-quilômetros oferecidos (ASK), diminuiu 1,7% em relação ao ano
anterior
30/04/2025 -
11h15
(Da assessoria da IATA no Brasil)
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A IATA (Associação do Transporte Aéreo Internacional) divulgou os dados
da demanda global de passageiros de março de 2026.
A demanda total, medida em
passageiros-quilômetros pagos (RPK), aumentou 2,1% em comparação a março
de 2025. A capacidade total, medida em assentos-quilômetros oferecidos (ASK),
diminuiu 1,7% em relação ao ano anterior. A taxa de ocupação (load
factor) foi de 83,6% (+3,1 ppt em comparação a março de 2025).
A demanda internacional registrou queda de 0,6% em comparação a março de
2025. A capacidade caiu 6,2% em relação ao ano anterior, e a taxa de
ocupação foi de 84,1% (+4,7 ppt em relação a março de 2025). O declínio
geral no tráfego internacional foi liderado por uma redução de 60,8% no
tráfego das companhias aéreas no Oriente Médio.
A demanda doméstica aumentou 6,5% em comparação a março de 2025. A
capacidade aumentou 5,6% em relação ao ano anterior. A taxa de ocupação
foi de 83,0% (+0,7 ppt em relação a março de 2025).
"A demanda por viagens aéreas continuou a crescer em março, apesar das
interrupções no Oriente Médio. O declínio de quase 61% no tráfego
internacional das operadoras no Oriente Médio, no entanto, restringiu o
crescimento global a 2,1%. Fora do Oriente Médio, a demanda cresceu 8%",
disse Willie Walsh, Diretor-Geral da IATA.
"Todos estão observando o que está acontecendo com o combustível de
aviação, tanto no que diz respeito ao suprimento quanto ao preço. No
lado do suprimento, nos próximos meses poderemos ver escassez em partes
do mundo com alta dependência de abastecimento do Golfo, especialmente
na Ásia e na Europa. E o custo extraordinariamente alto do combustível
de aviação está sendo cada vez mais refletido nos preços das passagens.
Embora isso não tenha impactado o tráfego de março ou as reservas
antecipadas até o momento, resta saber em que ponto os preços altos
podem começar a mudar o comportamento do passageiro", acrescentou o
diretor.
"Até agora, o verão no hemisfério norte está se configurando como um
período normalmente movimentado para viagens. Isso é uma notícia
positiva, mas a resiliência das companhias aéreas está sendo testada e
estabilizar o suprimento e o preço do combustível é crucial. Enquanto
isso, é importante que os reguladores estejam preparados para conceder
às companhias aéreas alguma flexibilidade nos slots, considerando as
circunstâncias extraordinárias de restrições de capacidade do espaço
aéreo e o potencial racionamento de combustível", completou Walsh.
O RPK internacional registrou queda de 0,6%, o primeiro declínio desde
março de 2021, devido à grande redução no tráfego do Oriente Médio. Em
contraste, outros mercados internacionais cresceram 9%, e a taxa de
ocupação subiu em todas as regiões, exceto no Oriente Médio.
As companhias aéreas da América Latina alcançaram um aumento de 12,1% na
demanda em relação ao ano anterior. A capacidade subiu 8,4%. A taxa de
ocupação foi de 83,8% (+2,7 ppt em relação a março de 2025).
O RPK doméstico subiu robustos 6,5% em março em comparação a março de
2025, com crescimento de capacidade de 5,6%. China e Brasil lideraram
novamente o grupo com expansão de dois dígitos, e Austrália e Japão
também mostraram um crescimento notavelmente mais forte. O tráfego
doméstico indiano caiu, talvez como resultado de menos voos de conexão
para os hubs que atendem o Oriente Médio.
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