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Boeing, Embraer e FAPESP desenvolverão biocombustível
Azul, GOL, TAM e TRIP atuarão como consultoras estratégicas do programa


26/10/2011 - 23h09
(
Da assessoria da Embraer) -
Boeing, Embraer e FAPESP anunciaram hoje, dia 26 de outubro, uma carta de intenção para colaboração em pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis para aviação, que representa um importante passo para a criação no Brasil de uma indústria de biocombustível sustentável de aviação. As companhias aéreas Azul, GOL, TAM e TRIP atuarão como consultoras estratégicas do programa
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Divulgação - Embraer

 

EMBRAER

 

Em parceria com a GE, a Embraer fez testes com biocombustível em setembro.
 

Como resultado da parceria assinada hoje, Boeing, Embraer e FAPESP vão liderar o desenvolvimento de estudo detalhado sobre as oportunidades e os desafios de criar no Brasil uma indústria de produção e distribuição de combustível de aviação bioderivado, sustentável e economicamente eficiente. Quando estiver concluído, no final de 2012, o estudo, que incluirá um roadmap de tecnologia e sustentabilidade, será tornado público.

O estudo será orientado por uma série de workshops públicos a serem realizados ao longo do próximo ano, com dados fornecidos por um amplo leque de stakeholders, assim como um Conselho Consultivo Estratégico que dará ao projeto ampla orientação e apoio institucional. Empresas aéreas, produtores e fornecedores de combustível, especialistas em ambiente, grupos da comunidade e agências de governo farão parte do conselho.

O estudo contribuirá para a criação no Brasil de um centro de pesquisas focado no desenvolvimento de biocombustível sustentável para aviação. Este centro será criado conjuntamente pela FAPESP e a indústria com a finalidade de impulsionar uma agenda de pesquisas de longo prazo para o desenvolvimento de tecnologias específicas. Uma chamada especial de propostas da FAPESP para o estabelecimento desse centro deverá dar seguimento à fase inicial do estudo. A missão do centro será produzir ciência que ajude a preencher as lacunas técnicas, comerciais e de sustentabilidade necessárias para possibilitar a criação da nova cadeia de suprimento de combustível de aviação no Brasil.

"A parceria com a Boeing e a Embraer eleva a um novo patamar os esforços da FAPESP para fomentar a pesquisa em parceria entre universidade e empresa em São Paulo", diz Suely Vilela, membro do Conselho Superior da FAPESP. "O centro de pesquisa será criado por meio de seleção pública, de acordo com o Programa FAPESP Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID), que tem como objetivo a constituição de núcleos de pesquisa avançada de longa duração que resulte em inovação", completa Suely.

"O Brasil já mostrou sua liderança no desenvolvimento de biocombustíveis para o transporte terrestre", disse Donna Hrinak, presidente da Boeing Brasil. "Reunir pessoas de todo o Brasil, com a liderança e expertise para criar novas fontes de energia de baixo carbono para aviação, é a coisa certa a ser feita para a nossa indústria, consumidores, para o Brasil e para as gerações futuras", completou o executivo.

"A Embraer se orgulha do papel que sempre teve no crescimento da base de conhecimento tecnológico do Brasil e na transformação do país em um destino cada vez mais atraente, não apenas como mercado consumidor, mas também como uma plataforma de inovação", disse Mauro Kern, vice-presidente executivo de engenharia e tecnologia da Embraer. "O desenvolvimento dos biocombustíveis é, há muito tempo, um dos nossos focos em outras parcerias e este novo programa agregará mais valor àquelas iniciativas, especialmente devido à participação da FAPESP", finalizou o executivo.

Boeing e Embraer estão focadas em desenvolver biocombustíveis sustentáveis para aviação produzidos a partir de fontes renováveis que não estabeleçam competição no uso da terra e de recursos hídricos com culturas voltadas para alimentação, em regiões vulneráveis. As empresas buscam conciliar os interesses da agricultura, dos pesquisadores acadêmicos, dos especialistas ambientais, refinarias e empresas aeroespaciais de todo o mundo para estabelecer a infraestrutura local necessária para desenvolver uma indústria de biocombustíveis sustentável e economicamente viável.

Em 2008, a FAPESP anunciou um amplo programa de pesquisas em bioenergia, chamado BIOEN, por meio do qual a fundação apoia mais de 300 cientistas do Brasil e de outros 11 países, além de estudantes e pós-doutorandos. As pesquisas do BIOEN abrangem a produção de biomassa e de biocombustíveis, seu uso e sustentabilidade.

Desde 2008, testes de voo conduzidos por empresas e operadores militares mostraram que o desempenho dos biocombustíveis é igual ou melhor do que a do combustível de avião baseado em querosene.
   

 
 
 
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