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MTA é proibida de operar voos
cargueiros no Brasil
ANAC suspendeu o CHETA da empresa envolvida em uma série de escândalos
11/10/2011
- 10h52
(Valdemar
Júnior)
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O site do jornal O Globo informou hoje, dia 11 de outubro, que a ANAC
(Agência Nacional de Aviação Civil) cancelou o CHETA (Certificado de
Homologação de Empresa de Transporte Aéreo) da cargueira MTA (Master Top
Linhas Airlines), envolvida em uma série de escândalos durante o governo
do ex-presidente Lula.
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Divulgação - MTA |
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McDonnell Douglas DC-10-30CF, prefixo
PP-MTA, da MTA.
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Segundo a medida publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da
União, a companhia está impedida de operar voos cargueiros no Brasil por
não oferecer condições de segurança de voo.
A ANAC informou que a empresa não possui pilotos e estava autorizada a
voar semanalmente na rota Manaus (AM)-Bogotá (Colômbia)-Miami
(EUA)-Manaus (AM). A companhia possuía uma frota composta por três
McDonnell Douglas DC-10-30F, que estão estocados há alguns meses por
falta de clientes.
Segundo a revista Veja de 15 de setembro de 2010,
o
filho da ex-ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, chamado Israel
Guerra, recebeu um propina de R$ 5 milhões para renovar a concessão da
MTA.
Em entrevista à revista Veja, o empresário Fábio Baracat revelou
que era preciso falar com Israel Guerra e seus sócios na Capital
Assessoria e Consultoria para conseguir os negócios que queria com o
governo. Os dois sócios do filho de Erenice trabalhavam na Casa Civil
durante o governo do presidente Lula. Os outros donos da Capital
Assessoria e Consultoria eram Vinicius Castro, e Stevan Knezevic,
servidor da ANAC, que trabalhava para a Presidência. Baracat pagou R$ 25
mil mensais pelos serviços prestados pela Capital Assessoria e
Consultoria, sempre em dinheiro vivo, para Israel defender os seus
interesses nos órgãos do Governo Federal. A ideia da MTA era ampliar os
contratos com os Correios.
No dia 29 de janeiro desse ano,
a
EPTV de Campinas (afiliada da Rede Globo), a CGU (Controladoria-Geral da
União) descobriu no dia 28 de janeiro irregularidades em um contrato da
MTA com os Correios, e enviou os dados para Ministério Público Federal e
para a Polícia Federal. Apenas em contratos firmados com os
Correios em 2010 foram encontradas diversas irregularidades, e em um dos
documentos consta que o transporte na rota São Paulo-Manaus custava para
a estatal R$ 1,99 o quilo, mas na rota Brasília-Manaus o valor era de R$
3,70 o quilo, mesmo a distância sendo bem menor, pois, segundo o acordo,
o volume transportado é menor para a capital federal, mas a CGU
descobriu que a MTA transportava carga por caminhão de São Paulo para
Brasília, cobrando mais pelo quilo voado mais o frete terrestre dos
Correios, portanto, em junho de 2010 foi constatada a diminuição da
carga embarcada em aviões em São Paulo e aumento do embarque em
Brasília, que saltou de 18 toneladas para 38 toneladas.
A CGU recomendou aos Correios que fizessem os cálculos dos prejuízos
causados pelo esquema de fraude para cobrar o ressarcimento da MTA, além
de buscar uma alternativa para o transporte aéreo de carga. Após mais
este escândalo, a MTA foi suspensa por cinco anos pelo Governo Federal
de fechar qualquer tipo de contrato com os Correios
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