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Palestras debatem oportunidades na área de
helicópteros
Participantes assistiram debates voltados para as evoluções do setor
aéreo
07/10/2011
- 22h41
(Da
assessoria da Helibras)
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"Tenho certeza que teremos muito trabalho a desenvolver a partir de
agora". Foi assim que o reitor da Unifei (Universidade Federal de
Itajubá), Renato Nunes, abriu as palestras do seminário "O
Desenvolvimento do Setor Aeronáutico de Asas Rotativas no Brasil",
promovido pela universidade mineira em parceria com a Helibras e ABDI
(Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial).
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Divulgação - Helibras |
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Eurocopter EC725.
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Logo após a abertura foi assinado um
convênio de cooperação entre Helibras e Unifei, para o desenvolvimento
de tecnologia e pesquisa no setor aeronáutico. De acordo com o reitor,
essa assinatura é "fruto de uma convergência entre o governo, que usou
seu poder de compra no caso dos helicópteros EC725 para desenvolver a
industria nacional, a universidade, onde é gerado o conhecimento e a
indústria, representada pela Helibras e fornecedores, que são os
verdadeiros produtores de riquezas."
Eduardo Marson, presidente da Helibras, definiu o convênio como o início
de um trabalho. "Essa assinatura não é o final, mas sim o começo de um
processo de conhecimento, que estará disponível não só na Helibras, mas
para toda a sociedade e para o país, por meio da Unifei."
Palestras
O primeiro painel teve como tema as "Oportunidades, desafios e ambiente
de negócios" ligados ao setor de asas rotativas. O presidente da
Helibras abriu a discussão mostrando o atual cenário de mercado no
Brasil.
De acordo com Marson, o mercado governamental (segurança pública e
defesa civil) é o que apresentará maiores oportunidades à medida que se
aproximam a Copa do Mundo e a Olimpíada. "Hoje, são 130 helicópteros
policiais em uso na área da segurança pública, mas, com estes eventos,
estimamos que possam chegar a 250 aeronaves", afirmou Marson.
O mercado civil também apresenta bons números, com um crescimento de 10%
ao ano. Para o mercado militar, no entanto, além dos 50 helicópteros
EC725 já vendidos, a oportunidade é o mercado de manutenção e
modernizações. Outro segmento em ascensão é o Offshore, em decorrência
da exploração do pré sal. Esse setor também será beneficiado com o
programa EC725, já que a versão civil deste helicóptero, o EC 225, é um
dos modelos mais eficientes para os trabalhos de transporte de
funcionários e materiais para as plataformas de exploração, devido ao
seu longo alcance, como confirmou Marco Aurélio Balboa, consultor do
Centro de Aviação da Petrobras em sua palestra.
A produção de um helicóptero brasileiro, maior curiosidade dos
participantes, mostrou que vai beneficiar outras empresas além da
Helibras. Um exemplo foi a palestra da Inbra Aerospace, empresa de
materiais compostos e blindagem, que mostrou durante sua apresentação,
como a organização deve crescer para participar do projeto do EC725 . A
empresa será integrada a cadeia de fornecedores do grupo EADS.
Para os interessados em consolidar carreira neste setor, Eduardo Marson
avisou que "o mercado está aquecido. Em 2010 tivemos um recorde de
produção, com 42 helicópteros e, a partir deste projeto de expansão, a
finalização do novo hangar e a transferência de tecnologia, teremos mais
espaço para produção e manutenção. Estimamos empregar 1.000
trabalhadores até 2015. Passamos de 290, no ano de 2009 e hoje somos
570. Estamos a caminho."
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