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FAB apresenta o Lockheed P-3AM Orion
Sediados na Bahia, os aviões de patrulha marítima serão empregados na
vigilância das águas territoriais brasileiras
01/10/2011
- 13h29
(Da assessoria da
FAB)
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O P-3AM Orion, que integra oficialmente a frota da Força Aérea
Brasileira desde ontem, dia 30 de setembro, devolveu à FAB a capacidade
de detectar, localizar, identificar e, se necessário, afundar submarinos.
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Divulgação -
FAB |
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Lockheed P-3AM Orion da FAB.
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É o que o jargão militar chama de guerra
antissubmarina (ASW, na sigla em inglês). A Aviação de Patrulha não
realizava missões ASW desde a desativação do P-16 Tracker, em 1996. Os
atuais P-95 "Bandeirulha", aeronaves menores e com diferenças
operacionais, não têm essa capacidade.
Além da capacidade ASW, o P-3AM também carrega armamentos como os
mísseis Harpoon, capazes de afundar navios de guerra além do alcance
visual.
Com quatro motores, a aeronave tem grande autonomia, podendo permanecer
em voo durante 16 horas, o equivalente a uma viagem de Recife a Madri
sem escalas. Os sensores eletrônicos embarcados na aeronave são os mais
modernos que existem. Tudo isso confere ao P-3AM a capacidade
estratégica de vigilância marítima de longo alcance. "É como se nós
déssemos um salto de quatro décadas na nossa capacidade tecnológica",
explica o gerente do Projeto P-3BR da FAB, coronel aviador Ari Robinson
Tomazini.
Soberania
A Petrobrás estima que a camada do pré-sal contenha o equivalente a
cerca de 1,6 trilhão de metros cúbicos de gás e óleo. Caso a estimativa
seja confirmada, o Brasil ficará entre os seis países que possuem as
maiores reservas de petróleo do mundo, atrás somente de Arábia Saudita,
Irã, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes. Toda essa riqueza encontra-se no
Oceano Atlântico, na zona econômica exclusiva (ZEE) brasileira. A nova
aeronave estará envolvida na vigilância dessa área.
Além do patrulhamento dessa área estratégica, o P-3AM assumirá um papel
determinante nas missões de busca e salvamento. Por força da Convenção
de Chicago, da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), o
Brasil é responsável pela busca e salvamento de aeronaves e navios numa
área com seis milhões de km² (praticamente todo o Atlântico Sul). Os
P-3AM da FAB equipam o Esquadrão Orungam (1º/7º GAV) que opera na Base
Aérea de Salvador, uma unidade histórica para a Aviação de Patrulha
brasileira.
A nova aeronave também ajudará na defesa do meio ambiente, identificando
os responsáveis pelo derramamento de óleo, tanto acidentais quanto
provocados. Algumas embarcações que transportam petróleo costumam lavar
os tanques com a água do mar. Essa prática criminosa deixa uma mancha de
óleo que polui e afeta a vida marinha. Os sensores do P-3AM conseguem
identificar os rastros na superfície do mar e, desta forma, identificar
a embarcação de origem, mesmo muitas horas depois da abertura dos
tanques. O P-3AM pode fotografar o navio infrator e encaminhar as fotos
com um relatório para as autoridades ambientais, como prova para a
aplicação de multas.
Outra atividade ilegal que a aeronave certamente poderá combater é a
pesca na Zona Econômica Exclusiva do Brasil, uma faixa de 370
quilômetros a partir da costa brasileira. As embarcações estrangeiras
que praticarem a pesca nessa área também poderão receber multas.
O P-3AM é a versão militar do famoso avião comercial Lockheed Electra
II, que ficou conhecido no Brasil por ter sido utilizado na ponte aérea
Rio-São Paulo, de 1975 até 1991. A versão militar foi inicialmente
concebida para a Marinha dos Estados Unidos, como aeronave especializada
em guerra antissubmarina e patrulhamento marítimo. Posteriormente, foi
adquirido por outros países, principalmente por integrantes da
Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), chegando a ser operado
por 17 nações.
A FAB adquiriu 12 aeronaves P-3 da Marinha dos EUA, sendo que duas já
foram entregues e outras sete estão sendo modernizadas pela Airbus
Military. As demais servirão como suprimento.
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