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O inventor Alberto Santos Dumont
Brasileiro foi o primeiro a projetar, construir e pilotar balões dirigíveis e um avião
impulsionados por motores a gasolina

16
/02/2014
(
Valdemar Júnior) - Alberto Santos Dumont foi o mais importante inventor brasileiro. Nasceu no dia 20 de julho de 1873 na cidade mineira de Santos Dumont, a 207 quilômetros de Belo Horizonte (MG). A cidade chamava-se Palmira e seu nome foi mudado em homenagem ao seu filho mais ilustre.

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Divulgação

 

 

Alberto Santos Dumont.
 

Santos Dumont ficou mundialmente conhecido por ser a primeira pessoa a construir e pilotar balões dirigíveis e um avião impulsionados por motores a gasolina.

A vida do inventor na Europa teve início em 1891, quando ele completou 18 anos e conheceu a Inglaterra junto com os pais (Henrique e Francisca). Na mesma viagem, conheceu a França, onde escalou o Monte Branco, com quase 5 mil metros de altitude. Em seguida retornou com a família para o Brasil.

Emancipado, voltou à França no ano seguinte e ingressou no automobilismo. Em 1894 visitou Nova York, Chicago e Boston, nos Estados Unidos. Já em 1897, novamente, retornou para a França, desta vez com a intenção de desenvolver grandes projetos.

Herdeiro de uma grande fortuna, Santos Dumont passou a residir em Paris, onde contratou aeronautas para aprender a pilotar balões. Até 1900 já havia construído nove balões, dois deles famosos, o "Brazil", considerado o menor deles, com apenas 118 metros cúbicos, e o "Amérique", com o qual conquistou o quarto lugar na Taça dos Aeronautas.


Dirigíveis

Ao mesmo tempo em que pilotava balões convencionais, o inventor brasileiro passou a fazer experiências de dirigibilidade. O primeiro balão dirigível projetado por Santos Dumont foi o Número 1, que tinha 25 de metros de comprimento, em 1898. O envelope rasgou antes da primeira decolagem, no dia  18 de setembro de 1898, como consequência de erros de seus ajudantes quando era puxado por cordas. Dois dias depois, após os reparos, a aeronave decolou do Jardim da Aclimação, mas quando estava a 400 metros de altitude, a bomba de ar que deveria encher o balonete interno parou de funcionar e o Número 1 começou a se dobrar ao meio e descer rapidamente. Santos Dumont escapou da morte devido a uma manobra que diminuiu a velocidade da queda. Ele pediu a seus ajudantes que puxassem as cordas na direção oposta à do vento, diminuindo a velocidade da queda e evitando o choque violento com o solo.

Em 1899, Santos Dumont construiu seu segundo dirigível, denominado Número 2, praticamente idêntico ao Número 1, mas com diâmetro maior, de 3,8 metros, elevando o volume para 200 metros cúbicos. Para evitar que o formato fosse alterado caso a bomba de ar falhasse novamente, o inventor acrescentou à aeronave um pequeno ventilador de alumínio. O teste do dirigível foi marcado para o dia 11 de maio de 1899, mas uma forte chuva cancelou o voo e apenas algumas manobras foram feitas, pois os ventos fizeram o balão se chocar contra árvores.

Em setembro do mesmo ano, Santos Dumont iniciou a construção do Número 3, um dirigível com 20 metros de comprimento e 7,5 metros de diâmetros, inflado com gás de iluminação e capacidade para 500 metros cúbicos. Desta vez, o inventor não utilizou o balonete interno. No dia 13 de novembro de 1899, às 15h30, Santos Dumont decolou do Parque de Aerostação de Vaugirard, contornou a Torre Eiffel pela primeira vez, sobrevoou o Parque dos Príncipes e seguiu para o Campo de Bagatelle, aterrisando no mesmo local onde se acidentou com o Número 1.

Em 1900, Santos Dumont construiu um grande hangar em Saint Cloud, com 30 metros de comprimento, 7 metros de largura e 11 de altura, o suficiente para hangarar seu novo dirigível, o Número 4 completamente inflado, além de receber os equipamentos para produção de hidrogênio.

Neste ano, o empresário francês Henri Deutsch de la Meurthe ofereceu ao Aeroclube da França, fundado em 1898, um prêmio de 100 mil francos (US$ 20 mil) para ser dado a quem inventasse o primeiro dirigível eficiente. Segundo Deutsch de la Meurthe, para ganhar o prêmio seria necessário partir do parque de Saint Cloud ou de qualquer outro ponto, situado a uma distância igual da Torre Eiffel, alcançando, em meia hora, o monumento e, após dar a volta em torno da Torre Eiffel, voltar ao ponto de partida. Resumindo, era preciso voar sem escalas por 11 quilômetros a 22 km/h.

Para ganhar o prêmio Deutsch de la Meurthe, Santos Dumont desenvolveu o Número 4, com 29 metros de comprimento, 5,6 metros de diâmetro e 420 metros cúbicos. Em agosto de 1900, Santos Dumont voou quase todos os dias com o N-4 em Saint Cloud.

No ano seguinte, o inventor brasileiro construiu o balão esférico Fatum para participar de campeonatos e fez voos em janeiro, março e junho, testando um equipamento chamado "termosfera", inventado pelo francês Emmanuel Aimé, que permitia o controle das altitudes atingidas, de 20 a 30 metros.

Ainda em 1901, Santos Dumont construiu o dirigível Número 5 para disputar o prêmio Deutsch de la Meurthe, finalizado em julho daquele ano. O balão tinha 36 metros de comprimento, 6,5 metros de diâmetro e de 550 metros de cubagem. No dia 13 de julho, o brasileiro completou o trajeto exigido para conquistar os 100 mil francos, mas excedeu o tempo limite estipulado para o percurso em dez minutos. Em 8 de agosto, tentou novamente ganhar o prêmio Deutsch de la Meurthe com o Número 5, mas chocou-se contra o edifício do hotel Trocadero. O dirigível explodiu e ficou completamente destruído, mas Santos Dumont não se feriu gravemente.

Após o acidente, o brasileiro construiu o Número 6, com 622 metros cúbicos de volume, e com ele conquistou o prêmio Deutsch de la Meurthe, no dia 19 de outubro de 1901. A conquista não foi fácil, pois a prova foi alterada e o novo regulamento previa que o pouso também fosse feito antes de 30 minutos após a decolagem, e o brasileiro pousou 30 minutos e 29 segundos após decolar. Apenas no dia 4 de novembro o Aeroclube da França declarou Santos Dumont vencedor. O prêmio foi de 129 mil francos, distribuídos para os  membros da equipe de Santos Dumont e desempregados de Paris.

Após conquistar o prêmio Deutsch de la Meurthe, Santos Dumont ganhou fama internacional e passou a receber cumprimentos de diversos chefes de estado, parabenizando-o pelo feito. Revistas fizeram edições de luxo para homenagear o brasileiro. No mesmo ano, o presidente Campos Salles enviou a Santos Dumont um prêmio no mesmo valor do Deutsch de la Meurthe e uma medalha de ouro com sua efígie e uma alusão a Camões, com a inscrição: "Por céus nunca dantes navegados." Santos Dumont foi convidado pelo príncipe de Mônaco, Alberto I, para continuar suas experiências no Principado, oferecendo toda a estrutura necessária ao brasileiro. Em abril, o inventor foi recebido na Casa Branca, em Washington (DC), pelo presidente Theodore Roosevelt e conheceu os laboratórios de Thomas Edison, em Nova York.

Após as homenagens, Santos Dumont voltou a construir dirigíveis na França. Projetado para disputar corridas aéreas, o Número 7 tinha 1260 metros cúbicos e foi testado com sucesso em Neuilly em maio de 1904. No mês seguinte, o Número 7 foi sabotado quando o brasileiro participava de uma exposição em Saint Louis, nos Estados Unidos. Uma pessoa nunca identificada deu 48 facadas no balão, que ficou irrecuperável.

O Número 8 foi uma cópia do Número 6, construído sob encomenda do norte-americano Boyce, vice-presidente do Aeroclube da América (EUA). Já o Número 9, batizado como "Baladeuse", foi um dirigível de passeio com 220 metros cúbicos, no qual Santos Dumont voou diversas vezes no primeiro semestre de 1903, utilizado pelo brasileiro para ir a restaurantes, casas de amigos, lojas e clubes. Foi nesse dirigível que Aída de Costa tornou-se a primeira mulher a pilotar uma aeronave, no dia 29 de junho de 1903. Posteriormente, o Número 9 também foi vendido para o colecionador Boyce.

Pensando no transporte de passageiros, Santos Dumont projetou o Número 10, batizado "Lo Omnibus", com 48 metros de comprimento, 8,5 metros de diâmetro, 2010 metros cúbicos e capacidade para 10 pessoas. A aeronave voou presa ao solo no dia 18 de outubro de 1903, mas nunca foi totalmente construída. O Número 11 foi um dirigível idêntico ao Número 10, mas um pouco menor, com 34 metros de comprimento e 1200 metros cúbicos. Em 1904 foi vendido a um cidadão norte-americano. O Número 12 era idêntico ao Número 9 e também foi vendido ao Mr. Boyce, após ser encomendado por ele. E o Número 13 foi um luxuoso balão duplo de ar quente e hidrogênio, com 19 metros de comprimento e 2 mil metros cúbicos, destruído por uma tempestade em dezembro de 1904, antes de seu primeiro voo.


14-bis

O foco de Santos Dumont mudou em outubro de 1904, quando três prêmios para aviadores foram lançados. O milionário Ernest Archdeacon ofereceu 3.000 francos (US$ 600) para quem voasse por 25 metros, o Aeroclube da França ofereceu 1.500 francos (US$ 300) para quem voasse por 100 metros contra o vento, e Henri Deutsch de la Meurthe e Ernest Archdeacon davam um grande prêmio, de 50.000 francos (US$ 10.000) para quem voasse em um circuito fechado de 1.000 metros, retornando ao ponto de partida, e não utilizasse um balão como forma de sustentação. Em nenhum deles era necessário o uso de motor, mas era obrigatório fazer a prova na França. Os dois primeiros prêmios admitiam o uso de balão.

Embora outros inventores já tivessem superado a maioria das metas exigidas em outros países, como o alemão Otto Lilienthal, que no início da década de 1890 fez diversos voos planados descendentes, atingindo distâncias bem maiores do que os 25 metros estipulados pelo Prêmio Archdeacon, e os irmãos Wright, que desde 1903 voavam em planadores motorizados, decolando com o impulso de ventanias ou catapultados, mas sem oficializá-los.

Para conquistar os prêmios franceses, em 1905 Santos Dumont construiu um aeromodelo de planador, inspirado em um protótipo feito pelo inglês George Cayley 100 anos antes, o primeiro monoplano da história. Após os voos dos irmãos Dufaux, com um helicóptero de 17 quilos, e de Gabriel Voisin, que voou a 17 metros de altura por 150 metros no hidroplanador Archdeacon, após ser rebocado por uma lancha, Santos Dumont percebeu que era real a possibilidade de voar por meios próprios.

O inventor inscreveu-se no Prêmio Deutsch-Archdeacon em 3 de janeiro de 1906 e passou a dedicar-se também ao desenvolvimento de helicópteros, mas o rendimento pífio das correias de transmissão fez desisti-lo desse tipo de aeronave. Em seguida, desenvolveu um projetou híbrido, um avião unido a um balão de hidrogênio (Número 14), que ficou conhecido como 14-bis, e o apresentou no dia 19 de julho de 1906 no Campo de Bagatelle, onde fez algumas corridas e saltos e, no dia seguinte, quando completou 33 anos, se sentiu confiante em se inscrever no Aeroclube da França para disputar o prêmio de 1.500 francos (US$ 300), mas o capitão Ferdinand Ferber, que havia assistido às demonstrações, aconselhou o brasileiro a utilizar apenas um dos meios para voar e disputar os prêmios.

Após ouvir o conselho, Santos Dumont decidiu concorrer aos prêmios utilizando apenas apenas o biplano, que recebeu da imprensa francesa o nome de "Oiseau de Proie" ("Ave de Rapina", em português), inspirado no hidroavião desenvolvido por Voisin. O biplano era baseado na estrutura criada pelo pesquisador australiano Lawrence Hargrave em 1893, com cada asa composta por três células. O avião tinha 10 metros de comprimento, 12 metros de envergadura, 4 metros altura e pesava 205 quilos. O motor escolhido foi um Levavasseur de 24 cavalos. Santos Dumont pilotava a aeronave em pé dentro de um cesto entre as asas, como nos balões. O inventor testou o "Oiseau de Proie" no dia 29 de julho de 1906, puxado por um asno, preso em cabos ligados a postes na propriedade, em Neuilly. Em 21 de julho daquele ano, o brasileiro testou o aparelho em Bagatelle, mas o motor de 24 hp quebrou. Dois dias depois, no mesmo local, o aparelho correu a 25 km/h sem sair do chão, mostrando que era preciso mais potência. Com um motor de 50 hp, emprestado por Louis Charles Bréguet, Santos Dumont atingiu a velocidade de 35 km/h no início de setembro de 1906, mas não decolou. Na última tentativa apenas saltou e atingiu 8 metros de altura. Como resultado da queda, o aparelho ficou danificado.

Em 23 de outubro de 1906, Santos Dumont apresentou-se em Bagatelle com o "Oiseau de Proie II", um "Oiseau de Proie" modificado, sendo uma das principais a impermeabilização do tecido com verniz para melhorar a sustentação. Nos testes pela manhã, o eixo da hélice partiu-se. Às 16h45, acionou o motor, correu por 100 metros e decolou, mas sem velocidade e estabilidade suficientes, voou por apenas 6 segundos, após atingir 3 metros de altura, por uma distância de 60 metros, mais do que o dobro da distância estabelecida, cumprindo a prova em frente ao público, uma façanha inédita. O primeiro voo por meios próprios foi muito comemorado pelos parisienses, que correram em direção a Santos Dumont e o carregaram por vários metros. Assim como o público, os juízes se emocionaram ao ver o voo de Santos Dumont e esqueceram de cronometrar e acompanhar o feito do brasileiro, impedindo a homologação da façanha. Como a distância do Prêmio Archdeacon era de 25 metros, por dedução Santos Dumont foi declarado vencedor, pois ficou claro que ele havia voado por mais do que o dobro desta distância, tanto é que os demais competidores não contestaram a decisão.

Após a invenção do avião, ainda era preciso conquistar o prêmio do Aeroclube da França. Para isso, Santos Dumont criou o "Oiseau de Proie III", após inserir entre as asas duas superfícies octogonais (ailerons rudimentares) para melhorar o controle de direção. No dia 12 de novembro de 1906, fez seis voos públicos em Bagatelle. No último deles, voando contra o vento, voou por 220 metros durante 21,5 segundos e ganhou o prêmio do Aeroclube da França. Do 14-bis restou apenas o cesto de pilotagem, pertencente à Fundação Santos Dumont.


Demoiselle

Santos Dumont continuou construindo aviões. O Número 15 foi construído utilizando contraplacado de madeira, o Número 16 era um misto entre avião e balão, os Número 17 e Número 18 eram projetos aquáticos, mas sem obter os resultados desejados, passou a desenvolver uma aeronave menor, com apenas 56 quilos, conhecidas como Demoiselle (libélula, em português), os menores e mais baratos aviões dos primórdios da aviação, considerados os primeiros ultraleves da história. O primeiro voou em 1907 e o último em 1909. A intenção do brasileiro era fabricar as aeronaves em larga escala para popularizar o avião. Para isso, Santos Dumont forneceu gratuitamente o projeto da aeronave a todos os interessados gratuitamente. O brasileiro construiu 9 Demoiselle. Apenas em 1909 Santos Dumont conseguiu construir uma Demoiselle (IV) capaz de voar por vários quilômetros. Ele sofreu dois acidentes durante os testes com as Demoiselle. O mais grave aconteceu em 4 de janeiro de 1910, quando o inventor caiu de uma altura de 30 metros de altura após uma das asas quebrar, machucou a cabeça e resolveu encerrar sua carreia de piloto de testes. Uma Demoiselle original (Número 21), pertence à Fundação Santos Dumont. As aeronaves também foram fabricadas nos Estados Unidos, Holanda e Alemanha.


Morte

Em 1910, Santos Dumont começou a sentir os efeitos da esclerose múltipla, encerrou os trabalhos em um sua oficina e retirou-se do convívio social. Em 1914 teve início a Primeira Guerra Mundial, após a Alemanha invadir a França utilizando aviões, o que deixou o brasileiro muito triste, pois ele havia inventado o avião. Nessa época, Santos Dumont residia em Trouville e se dedicava a astronomia, mas muitos achavam que ele fazia espionagem para os alemães e, por isso, foi preso, mas foi solto após a elucidação dos fatos e recebeu desculpas formais do governo francês.

Em 1915, decidiu voltar ao Brasil após sua saúde piorar. No país, Santos Dumont se refugiou em Petrópolis (RJ), onde construiu o famoso chalé "Encantada", onde viveu até 1922. Neste ano, o inventor visitou a França novamente e até a sua morte não teve mais um domicílio fixo, passando por Paris, Suíça, São Paulo, Rio de Janeiro, Petrópolis e pela fazenda Cabangu, localizada na então Palmira (MG), sua cidade natal. Ainda em 1922, construiu um túmulo para seus pais e para ele próprio, no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, com uma réplica do Ícaro de Saint-Cloud.

Em 1926, fez um pedido à Liga das Nações para que os aviões não fossem utilizados como armas de guerra, mas isso era uma realidade há quase duas décadas. Neste ano, internou-se no sanatório Valmont-sur-Territet, na Suíça. Após passar um tempo em convalescença na cidade de Glion, na Suíça, retornou à França em 1927.

No ano seguinte, voltou ao Brasil. Ao ser homenageado no Rio de Janeiro, Santos Dumont foi testemunha de uma tragédia que o deixou muito abatido. Um hidroavião alemão Dornier Do J Wal, de prefixo P-BACA, batizado com o seu nome  e pertencente ao Syndicato Condor, caiu na Baía de Guanabara no dia 3 de janeiro de 1928. O Santos Dumont decolou junto com outro Dornier Do J Wal do Syndicato Condor, de prefixo P-BAIA, batizada como "Guanabara", para fazer passagens em torno do navio transatlântico alemão Capitão Arcona, que trazia Santos Dumont. A bordo do Santos Dumont estavam amigos do inventor brasileiro e personalidades (5 tripulantes e 9 passageiros). As duas aeronaves voavam em rota de colisão quando iniciaram manobras evasivas. O Guanabara teve êxito e saiu ileso da manobra, já o Santos Dumont estolou e caiu em frente ao brasileiro, sem deixar sobreviventes. Este foi o primeiro acidente com uma aeronave comercial registrado no Brasil. Abatido, o inventor retornou à Paris.

Santos Dumont esteve internado em hospitais de Biarritz e Ortez, na França, em 1931. Exilado na França pelo governo de Getúlio Vargas em 1930, o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Antonio Prado Júnior, se encontrou com o inventor brasileiro, ficou chocado com o estado de saúde de Santos Dumont e pediu ao sobrinho do inventor, Jorge Dumont Vilares, para trazê-lo ao Brasil. Após o retorno, Santos Dumont passou por Araxá (MG), Rio de Janeiro, São Paulo e, em 1932, resolveu morar no Grand Hôtel de la Plage, no Guarujá (SP).

Neste ano, teve início a Revolução Constitucionalista, levante paulista contra o governo de Getúlio Vargas, por uma nova constituição federal, que foi promulgada em 1934. No conflito, foram usados aviões, que atacaram o Campo de Marte no dia 23 de julho. Alguns historiadores dizem que as aeronaves sobrevoaram o Guarujá e que esse seria o motivo do suicídio de Santos Dumont, aos 59 anos, embora não haja comprovação da passagem dos aviões sobre o Grand Hôtel de la Plage. Na certidão de óbito a causa da morte do inventor foi um ataque cardíaco. Santos Dumont não deixou nada escrito para explicar o suicídio. O corpo do inventor está enterrado no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. Doze anos depois da morte de Santos Dumont, o médico Walther Haberfield revelou que havia retirado o coração do inventor, o manteve em formol e decidiu devolver à família de Santos Dumont, que não aceitou a oferta. O coração do inventor foi doado ao Musal (Museu Aeroespacial), da FAB (Força Aérea Brasileira), localizado no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, onde se encontra até hoje.


Apoio à aviação militar

Embora muitas pessoas digam que Santos Dumont era contra o uso de aviões em atividades militares, no livro "O Que Eu Vi, O Que Nós Veremos", escrito por ele, o inventor transcreveu várias cartas que ele enviou ao presidente da República dos Estados Unidos do Brasil (nome oficial do país na época), pedindo maior investimento na aviação militar (Exército e Marinha), tanto com relação à indústria nacional quanto à falta de infraestrutura para a atividade, principalmente campos de pouso, destacando a falta de atenção devida à aviação militar, que estava se desenvolvendo rapidamente nos Estados Unidos, na Europa e até na Argentina e no Chile.
    

 
 
 
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