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Novos rumos, novos
horizontes
Por Wagner Ferreira, presidente da Webjet Linhas Aéreas
30/01/2010
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Divulgação - Webjet |
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Wagner Ferreira.
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Estatísticas oficiais mostram que a
demanda por viagens aéreas é cada vez maior no Brasil. Com o crescimento
do fluxo de viajantes por conta da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos
Olímpicos do Rio de Janeiro 2016, o setor reconhece esse momento como
único e muito especial para incrementar o tráfego no céu brasileiro.
À frente da Webjet Linhas Aéreas, trabalho exaustivamente para que a
empresa acompanhe o desenvolvimento do mercado brasileiro, inclusive
promovendo novas políticas e modelos de gestão que ajudem a criar
demanda e mais voos. Recentemente, lançamos um programa de parcelamento
pioneiro, com condições inovadoras para a aquisição de passagens aéreas,
com foco nas classes C e D. Também instalamos, com sucesso, nosso
primeiro quiosque em um local voltado para essas classes até então
“excluídas” do transporte aéreo (a feira de São Cristóvão, na Zona Norte
do Rio de Janeiro). Outras novidades surgirão, podem apostar!
A aviação comercial brasileira vem enfrentando intensas transformações
nas últimas décadas. Das empresas aéreas estatais e tarifas controladas
pelo governo vistas no passado até a liberação tarifária e o aumento da
competitividade, com a chegada de companhias de baixo custo, muita coisa
mudou no país, berço da aviação mundial.
Não há dúvida que há espaço para outras mudanças. Experiências no
exterior apontam novos caminhos a serem explorados e a Webjet quer ser
uma das primeiras a desbravá-los inteiramente.
Em um mercado onde os passageiros têm o preço como primeiro fator de
escolha de um voo, tornando o bilhete praticamente uma commoditie, existem
bons exemplos ao redor do mundo, como Easyjet, Ryanair e Southwest,
entre outros, que ilustram que ainda há muito a fazer no Brasil.
Sustentadas por cinco pilares (segurança, preço competitivo,
regularidade, pontualidade e bom atendimento), essas empresas aplicam na
prática o que o manual das chamadas low cost/low fare manda fazer. Não à
toa, são líderes em suas regiões.
Nesse Brasil de dimensões continentais, onde o setor emprega milhares de
profissionais e movimenta milhões em recursos e investimentos, a aviação
comercial possui um papel estratégico. A partir da democratização do
mercado, que ganhou um novo leque de consumidores e viu surgir novas
empresas, o segmento pode, enfim, pavimentar um crescimento sustentável
e, de carona, promover a integração, o turismo e girar ainda
mais economia.
Uma rápida olhada no movimento de passageiros transportados em nosso
país nos últimos anos nos mostra que o desenvolvimento ganhou corpo a
partir desta década. Entre 2000 e 2008, segundo dados da Agência
Nacional de Aviação Civil, o total de pessoas embarcadas no mercado
doméstico pulou de 28,995 milhões para 50,140 milhões, alta de 72,93% no
período. O aproveitamento médio das empresas aéreas também acompanhou
este movimento, passando de 49,3% em 2000 para 65,9% no ano passado.
À primeira vista, a combinação entre o aumento na oferta de assentos e a
queda nas tarifas domésticas, associado ao crescimento da renda das
famílias brasileiras, pode ser considerada como o principal vetor desse
desenvolvimento. Mas, na verdade, as inovações em gestão são os
verdadeiros responsáveis por estes avanços. Ao focarem as atenções nos
custos, em detrimento das receitas, as companhias puderam, enfim,
aumentar suas já reduzidas margens e crescer. Sem esta mudança de
paradigma, a transformação jamais teria acontecido. Mais ainda, quem não
tomou tal medida ficou pelo caminho (exemplos não faltam no setor).
Hoje, cerca de 70% dos custos das empresas aéreas são, basicamente,
arrendamento de aeronaves, combustível, mão de obra e impostos.
Suscetíveis às nuances do preço do barril do petróleo nos mercados
internacionais e refém dos altos custos tributários brasileiros, resta
às companhias aéreas uma restrita margem para garantir o lucro.
Especialistas em aviação estimam que nas principais empresas aéreas
mundiais há uma relação de
100 a
120 funcionários para cada avião em operação. No Brasil, garantem, essa
margem está em quase 150 para um. O maior desafio do setor atualmente é
buscar eficácia, sem, é claro, abrir mão dos cinco pilares citados
acima.
Frota padronizada, o que ajuda na redução de custos com manutenção, e
terceirização de alguns departamentos, como catering e central de
reservas, entre outras ações, são algumas das ferramentas que ajudam as
empresas a otimizar os gastos. Assim, é possível alocar mais recursos em
outras áreas, como treinamento, tecnologia e marketing, além de
viabilizar promoções tarifárias que são determinantes para as decisões
dos consumidores.
Disposta a ampliar sua participação no mercado doméstico, a Webjet está
promovendo uma série de mudanças internas. Com a chegada de novos
aviões, ampliamos nossa frota para 20 aeronaves (todas Boeing 737-300) e
reforçamos a malha aérea já existente, oferecendo, a partir deste
mês, melhores opções de horários aos clientes. Em paralelo,
continuaremos investindo fortemente na capacitação dos colaboradores
para sempre garantir um bom atendimento. Todo este trabalho será
complementado por uma oferta de tarifas condizente com as demandas dos
consumidores, que estão em busca de qualidade e bons preços.
A Webjet está atenta a esse momento propício para o crescimento. E não
vamos medir esforços para incluir mais brasileiros no mercado aéreo.
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